
Dormimos menos. Acordamos cansados. E, o mais preocupante, normalizámos isso.
O Estudo do Sono em Espanha 2026 da Maxcolchon, baseado em mais de 1.100 pessoas e na análise de 37 variáveis, põe números numa realidade que afeta cada vez mais pessoas: descansar bem já não é algo garantido.
Longe de ser um problema pontual, os dados refletem uma mudança na forma como vivemos… e em como dormimos.

Dormimos menos do que precisamos
41% dos espanhóis dorme menos de 7 horas durante a semana. Não é uma minoria nem casos extremos. É quase metade da população a viver com menos descanso do que o seu corpo necessita todos os dias. Dormir cinco ou seis horas tornou-se parte da rotina. É percecionado como suficiente, quando na realidade representa um desgaste acumulado que afeta a energia, a concentração e o estado de ânimo.
A tentativa de compensação que não resulta
Perante a falta de sono durante a semana, uma grande parte da população tenta compensar ao fim de semana. 41,6% dorme mais horas nesses dias e, entre quem descansa pouco, 67% tenta compensar.
No entanto, o descanso não funciona como um sistema acumulativo. Dormir mais dois dias não elimina o défice gerado ao longo de toda a semana. O resultado é uma sensação de cansaço que não desaparece completamente.
Dormir nem sempre significa descansar
Um dos dados mais reveladores do estudo é que apenas 33,4% das pessoas acorda descansada de forma habitual. Ou seja, a maioria dorme… mas não recupera. Isto explica porque muitas pessoas se levantam com a sensação de não terem desligado totalmente, mesmo depois de várias horas na cama.
A qualidade do sono faz a diferença
Nem todas as horas de sono são iguais. Entre quem classifica o seu descanso como excelente, 75% acorda realmente descansado. Em níveis baixos de qualidade, este valor desce para menos de 15%. A diferença não está apenas em quanto se dorme, mas em como se dorme. Fatores como o stress, as interrupções noturnas ou o ambiente influenciam diretamente a qualidade do descanso.
O impacto sente-se ao longo de todo o dia
Dormir mal não gera apenas cansaço. Tem um impacto direto no dia a dia. 65,6% dos inquiridos afirma que a falta de descanso afeta o seu estado de ânimo e as suas relações pessoais. A isto junta-se uma menor capacidade de concentração, mais cansaço no trabalho e maior dificuldade em gerir situações quotidianas.
O stress, o principal inimigo do descanso
74,7% dos inquiridos aponta o stress e as preocupações como a principal causa de mau descanso. A dificuldade em desligar antes de dormir tornou-se um dos maiores obstáculos. O corpo deita-se, mas a mente continua ativa, prolongando o estado de alerta mesmo durante a noite.
Hábitos que dificultam dormir bem
A esta situação somam-se rotinas pouco favoráveis antes de ir para a cama. 71% vê televisão e 40% utiliza redes sociais antes de dormir, enquanto apenas 5% realiza atividades de relaxamento.
Este tipo de hábitos mantém o cérebro estimulado até ao último momento, dificultando o adormecer e reduzindo a qualidade do sono.
Dormimos pior do que há alguns anos
Mais de metade da população sente que o seu descanso piorou. Concretamente, 52,3% afirma que o seu descanso se deteriorou. Tudo indica que não se trata de uma situação pontual, mas de uma tendência que se tem vindo a consolidar ao longo do tempo.
O descanso também depende da fase de vida
O estudo mostra que o descanso não é igual para todos. As pessoas em casal com filhos apresentam níveis mais baixos de descanso, enquanto o grupo etário entre os 46 e os 60 anos concentra maiores níveis de sono insuficiente. As responsabilidades, o ritmo de vida e a fase pessoal influenciam diretamente a qualidade do sono.
Sabemos que o colchão importa, mas adiamos
69% dos inquiridos reconhece que o colchão influencia significativamente o descanso. No entanto, a sua substituição costuma ser adiada, mesmo quando ultrapassa os sete anos de uso.Isto reflete uma realidade comum: sabemos que o ambiente de descanso é fundamental, mas nem sempre agimos a tempo de o melhorar.

Um problema estrutural do descanso
Os dados do estudo revelam uma realidade clara: em Espanha não existe apenas um problema pontual de insónia, mas sim um modelo de descanso insuficiente e de baixa qualidade.
Este fenómeno caracteriza-se por uma redução contínua das horas de sono, uma compensação irregular e uma forte influência do stress e dos hábitos digitais.
A oportunidade de melhorar a forma como descansamos
O descanso tornou-se um elemento-chave para a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida.
Pequenas mudanças nos hábitos noturnos, uma melhor gestão do stress e um ambiente adequado podem fazer uma diferença significativa.
Porque, num contexto em que dormir mal se tornou normal, cuidar do descanso já não é uma opção secundária. É uma decisão que influencia diretamente como te sentes, como rendes e como enfrentas cada dia.
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Equipa Maxcolchon
Na Maxcolchon, contamos com mais de duas décadas dedicadas a melhorar a qualidade do descanso de milhares de pessoas. A nossa equipa é composta por especialistas em sono, ergonomia e produto, que trabalham diariamente para oferecer informação fidedigna, prática e baseada na experiência real de quem conhece o descanso por dentro e por fora.

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