
Consideramo-lo tão familiar e quase inato aos seres humanos que nem sequer nos perguntamos quando começamos a dormir numa cama. A origem do colchão, embora possa parecer surpreendente, é relativamente próxima se nos cingirmos à versão com molas. Protótipos mais rudimentares e engenhosos, semelhantes ao seu tempo, podem transportar-nos para civilizações tão fascinantes como a egípcia, o antigo Império Romano ou mesmo a pré-história.

Com a chegada da Renascença e a consolidação das classes sociais, o colchão foi dividido em duas categorias: para os ricos ou para os pobres. Enquanto os mais ricos descansavam sobre seda ou veludo, as classes mais baixas, na sua maioria compostas por agricultores, dormiam com protótipos que pareciam ter sido retirados de séculos anteriores.
Outro ponto de viragem teve origem durante os séculos XVI e XVII. Isto é quando a base da cama (ou pelo menos o seu conceito) foi inventada com o uso de uma rede de corda entre uma armação de madeira. Ao mesmo tempo, países de topo como França e Inglaterra começaram a usar colchões de ar. Já no século XVIII, apareceram capas de colchão de linho ou algodão, o colchão também era fabricado com lã e eram utilizados recheios com diferentes elementos naturais: pêlo de cavalo, fibra de coco, o referido algodão ou plumas. Há também outra revolução associada à higiene graças ao facto de deixar um lado aberto ou abotoado que permitia arejar o colchão ou mudar os materiais.
Chegamos ao século XIX, especificamente 1865, e emerge a versão que melhor sobreviveu na história. O alemão Heinrich Westphal inventa a mola de aço helicoidal que dá lugar aos colchões de mola. Evoluiu rapidamente e em 1873 os leitos de água desenhados por Neil Arnott foram introduzidos no St. Bartholomew’s Hospital em Inglaterra. Nasceu o primeiro colchão anti-venenos. A famosa loja Harrod’s começou a comercializar este tipo de colchão de água e com ele chegamos ao século XX.
Como acontece em tantos outros campos, o período contemporâneo é testemunha de uma evolução maior. Em 1900 James Marshall inventou os sacos de pano para reduzir o ruído causado pelos colchões de mola, e em 1930 apareceram tanto o látex como as fibras artificiais.
Se depois da Segunda Guerra Mundial os futons foram introduzidos no Ocidente e em 1950 apareceram os primeiros colchões de espuma, nos anos sessenta surgiu o vinil, o que resultou numa grande melhoria nos leitos de água. Já na década de 80 surgiram as camas de ar e em 1992 a grande revolução: a empresa Tempur-Pedic lançou os colchões de espuma viscoelástica com memória, aproveitando uma invenção desenvolvida na sua origem pela NASA.
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Equipa Maxcolchon
Na Maxcolchon, contamos com mais de duas décadas dedicadas a melhorar a qualidade do descanso de milhares de pessoas. A nossa equipa é composta por especialistas em sono, ergonomia e produto, que trabalham diariamente para oferecer informação fidedigna, prática e baseada na experiência real de quem conhece o descanso por dentro e por fora.

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